O que é o que é... A gravidade?



Entrar na universidade aos onze anos e publicar uma tese de doutorado aos dezesseis parece impossível para lógica educacional convencional; mas não para a lógica do físico imaginário Sheldon Cooper no seriado The Big Bang Theory. Sua sistemática exacerbada aliada a sua perspicácia analítica ilimitada, ambas adoçadas com boas e concentradas doses de egocentrismo e soberba, o indicaram para o que chamamos hoje de o mais audacioso intento científico-teórico, e depois experimental, da história da ciência: O intento da unificação na física.

Talvez seja desnecessário divagar historicamente nas fases que resultaram no despontar do almejo de trazer à compreensão humana um caráter determinístico para o universo em seus eventos intrínsecos. No entanto, vale citar que foi na concepção quase completamente filosófica do matemático Laplace com seu princípio determinístico para os estágios do universo, que a física se inspirou a fim de tornar tangível à limitada cognição humana essa idéia que hoje oscila entre o pessimismo e o otimismo de um suposto êxito. Mas uma questão que me inquieta, e que parece não tocar o ego do Dr. Cooper, é a fundamentação epistemológica dessa tentativa; isso num sentido bem simplista, visto que não pretendo discutir sobre toda unificação, mas tomando dela um exemplo simples e prático de desacordo teórico, e ainda, a busca tendenciosa por querer enquadrar a realidade na vontade própria de que a mesma assim seja, ou seja, unificada, tendo na história pontos que indicam a consciência dessa possibilidade, mas que ficaram abafados pelo burburinho dos que trafegam por essas vias científicas. Esse desacordo está longe de ser corroborado pela retirada de um paradigma a fim de dar lugar a outro, como propõe Thomas Kuhn; será fácil perceber que é a busca pela retirada do paradigma idealista em função do paradigma sensualista, ou seja, materializando ainda mais o universo material, que fundamenta a vaidade inoculada na humildade fingida de que estamos soltos no acaso probabilístico quântico, porém, sozinhos na existência.


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5 comentários:

  1. Retificações:

    "“geodésica”, que é a menor distancia entre dois pontos no espaço-tempo quadrimensional" - geodesica pode ser a maior distancia tambem. e nao precisa ser soh na 4dimensao.

    *"partícula elementar de spin-2, chamada gráviton, " o graviton pode ter spin 1 e massa quase zero. esse q vc se refere tem massa 0.

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    Ótimo texto, embora seja de dificil entendimento,para mim...rsrs

    Fala pra leigos ai vei...

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    [Q fique claro que eu nao estou dizendo q para a nossa vida valha a pena tudo o q escreverei abaixo]

    Quanto à unificação, creio que não devemos ser pessimistas, isto é, dizer que não temos capacidade intelectual o suficiente para descobrir os misterios da natureza. Afinal, já foi assim em momentos anteriores a grandes descobertas na historia. Eu soh acho que a resolução desses problemas, que culminará numa unificação, é mais simples do que apreogado pela Teoria das Cordas. É como aquela conta de matematica que agente logo percebe q esta errada porque os calculos estao começando a ficar complicados e os numeros muito feios,(kkkk) embora tambem acredito que todo o ajuste matematico dado à essa teoria nao eh algo casual. Ela pode estar PARCIALMENTE correta.
    Entre o erro estar na Relatividade ou na Mecânica QuÂntica, não tenho uma opinião técnica por causa do pouco conhecimento dos detalhes referentes a cada uma. Mas, talvez por afinidade, creio que a relatividade falhe em algum ponto. Na verdade, nunca foi , pra mim, muito convincente que nada se mova mais rapido que a luz ou os neutrinos, alem de que a mecânica quantica esta altamente de acordo com as observações e experiencias feitas.

    Enfim, não sei se eu vou conseguir unificar a fisica, mas vou continuar tentando.kkk.=] Vcs sabem neh? O importante é estar sempre tentando!.kkkk

  1. Quanto às retificações, elas não são importantes e foram reformuladas afim de tornar mais simples o argumento, digo, mais "entendível".
    Ainda sim, vale a postagem tanto na questão de nomeclatura para a menor distancia entre dois pontos em diferentes espaços-tempo dimensionais, como também pra particula de spin. A partícula gráviton de spin-2, é justamente a partícula trocada entre diferentes corpos na corroboração e justificação do evento da gravidade. O fato dela não ter massa, nada justifica se ela tem massa zero ou quase zero; um exemplo disso é a radiação gama, que tem massa zero e carga zero, mas é verificada experimentalmente, capitche?
    Isso vai justificar o pessimismo de Hawking, e meu também, quanto ao intento da unificação.
    O problema não está na questão de erro na relatividade ou na mecânica quântica, mas na questão de conhecimento holístico do universo. Ou seja, talvez o conhecimento de forças envolvidas na realidade tangível responsável por nossa percepção esteja incompleto. A mecânica quântica trata bem disso quando considera, mesmo não conhecendo-as, a presença das chamadas variáveis não-locais que interferem num dado evento. Algo semelhante ao conhecemos por teoria do caos, onde, alem dessas variáveis serem interligadas entre si, justificando fractais e todo o emaranhado equacionário, algumas dessas variáveis não são conhecidas, ou seja, são não-locais.
    Isso é faciomente verificado na medição de spin de duas partículas quando se considera orientações pra direita, esquerda ou, para cima e para baixo. Para quem a informação é enviada instantaneamente.
    Alguns físicos teóricos já tem descartado essa premissa de que a informação viage numa velocidade maior que a da luz, nos dando a impressão de intantaneidade. Outros atribuem a variáveis não-locais, que se interligam a outras variáveis, deixando o universo holístico (partes de um todo interligado entre si).

    Mas o problema levantado no texto no que diz respeito ao intento, exito, pessimismo ou otimismo da unificação é coadjuvante. A questão primordial é epistemológica, ou seja, a tendenciosidade das pesquisas e das formulações teóricas em tentar unificar as forças "conhecidas" do universo. E se, não existir unificação nenhuma? E se estivermos olhando pra o lado errado? De maneira errada?
    O que levantei no texto foi que, a unica teoria de força que foi sadia, não tendenciosa ao intento da unificação, foi a mecanica newtoniana, que não se comprometia com nenhuma intenção. Já as demais, estão mais preocupadas com a unificação do que com a percepção, ou análise dos eventos. Isso mazeloso pra ciência e pra construção do conhecimento. Sem deixar de citar que podem estar correndo atrás do próprio rabo, ou então, esperando terem capacidade de compreenderem e construírem algo que nunca esteve lá.

    Como conversamos via msn, o problema das cordas são as dimensões, e ainda, o evidenciamento do gráviton como particula real, em vez de teórica, isso nunca ocorreu. O gráviton ainda não passa de uma conta matemática.

    Quando invocamos as cordas, o problema recai sobre, o por que de um universo acausualístico ter se desenvolvido somente com três dimensões espaciais e um temporal. Por que as outras, as dezenas (necessárias pra embasar a teoria de cordas, diga-se de passagem, mas nunca evidenciadas) não se desnovelaram de sí mesma nesse universo entrópico?
    Por fim, o mais ilário é que, como Kant propoe, de forma simplesmente filosofico empírica, mas mediante os limites da razão, que as 3 dimensões perceptíveis e a única temporal são apriorísticas. Quando as demais dimensões, são teorias construtivas, foram tedenciosamente criadas afim de sustentar um argumento.

    Putz... !!!
    Prefiro o pessimismo Werys.
    É melhor ser surpreendido do que se decepcionar.

  1. O argumento simplificado no texto é melhor explicado aqui nos comentarios.rsrs

    Vosso pessimismo é realmente contagioso. É bem verdade que podemos nao ser capazes de obtermos um conhecimento holístico do universo, mas pra cada argumento otimista existem mais 9 pessimistas, já que a possibilidade de acertarmos pode ser - talvez realmente seja - bem remota. Creio que se deve arriscar. Só saberemos nossos limites quando tentarmos os mais complicados desafios, embora nunca o que teorizamos seja a realidade. Será sempre uma aproximação dela.

    Enquanto a mecânica quântica, ela é uma teoria incompleta. Explica muitos fenomenos, porém não pode dar resultados objetivos, apenas um conjunto de resultados e as probabilidades de cada um deles ocorrer. Talvez o fato de nao podermos analizar o mundo subatomico senão atraves de probabiliades seja um indicio do quao distante a mecanica quantica se encontra da realidade.

    A busca pela unificação vem da visão que temos de que a ciencia vem montando um quebra-cabeças do universo atraves dos tempos. Desse modo a ultima unificação a ser feita seria a peça que falta ou pelo menos a peça que dara a total compreensao do universo que podemos perceber. Nessa visão, portanto, é imprescindivel que haja a unificação. Porque haveria de o Universo, sendo tão unificado em relacao à todas as outras forças, não o ser com a gravidade? Haveria um modo não tendencioso de estudar as forças? Se o nosso conhecimento sobre as forças é fadado a ser incompleto, nunca poderemos encontrar a resposta? Caso afirmativo, deveriamos desistir diante dessa possibilidade?Não é apenas uma possibilidade?

    Podemos ver claramente a diferença das descobertas de Newton e de outros cientistas 'classicos' das que são feitas pelos 'modernos'. Os primeiros podiam facilmente evidenciar o que imaginavam através de simples observação ou de experimentação tambem simples, na maioria das vezes. Entretanto, o desafio para o segundo grupo ainda é maior, pois restaram, quase sempre, apenas a opção de observações indiretas e experimentos cada vez mais complicados e financeiramente inviáveis.

    Portanto, seus argumentos pessimistas não passam de probabilidades tanto quanto os argumentos otimistas. O que na minha opiniao pode definir nosso futuro é em qual delas decidirmos apostar. 20 anos podem estar perdidos, ou não...

    Embora eu concorde que deviamos aprofundar a física no sentido de melhorar a qualidade de vida no planeta, o que inclui revitalizá-lo usando tecnologias avançadas. Mas é soh um argumento eco-bobo...

  1. "Prefiro o pessimismo Werys.
    É melhor ser surpreendido do que se decepcionar."

    Com uma visão pessimista ficariamos estagnados e não entendo em que lugar no tempo seriamos surpreendidos, ja que nao estariamos em busca de alguma resposta. Ficariamos esperando vir do ceu??

    e é WERIS, com I
    kkkk

  1. Vc diz:
    "Talvez o fato de nao podermos analizar o mundo subatomico senão atraves de probabiliades seja um indicio do quao distante a mecanica quantica se encontra da realidade."

    De fato vc está correto, mas, o problema da mecanica quântica referente a questão da probabilidade só é um dos impecílios - além de ser uma contribuição singela pra o pessimismo. O problema está nas variáveis não-locais (pelo menos esse é um problema conhecido, pior é quando nem se sabe qual é o problema, como pode ser o caso da falta de conhecimento de determinadas forças que podem existir no universo sem quer que saibamos) que estão presentes mais acentuadamente quando a abordagem se torna mais holística. Capitche?

    Quanto a desistência de continuar procurando ou não por tal unificação, nunca podermos dizer se é a posição mais razoável. Até porq, por uma ótica epistemológica, o universo mediante uma concepção teórica abordada pela ciência, não é um quebra cabeça. Essa idéia é medieval, é a presente influência da visão newtoniana de que o universo é uma máquina pré-ajustada. Se eles estão procurando uma unificação, procuram um padrão de série que corrobora com uma ordem, isso é contraditório diante de um universo que tende a se desorganizar, e por outro lado, se demostra sem causalidade em seus fenômenos. Ou seja, não há previsão de evento, assim como não há previsão de atitude humana. Concorda?
    O fato é que, puxando a sardinha pra nosso lado, tanto uma concepção unificada como não unificada das forças, apontaria pra uma entidade externa e criadora do universo:
    Se for unificado, o mesmo possui uma ordem, e newton estava certo em sua inpiração teística de que o universo é uma máquina bem ajustada construída pra dar suporte a uma vida inteligente e especial pra alguem.
    Se não for unificado, corrobora com o fato de ser um universo auto sustentável, onde não há causa para alguns, eu disse, alguns efeitos principalmente concernetes a atitude humana vigente. O que apontaria também pra cosmovisão cristã.
    Talvez o que contribui mais pra meu pessimismo, e pra muitos também, é o que eu já citei, em que, a unificação parte de uma idéia medieval, que acredita que o universo é uma maquina ajustada (eu disse acredita, ou seja, não há provas empiricas de que ele seja), e ainda, que a unificação é tendenciosa, tentando alcançar algo imaginável e visto apenas como penumbra na unificação de um ou dois sistemas de forças.
    A única evidência de uma ordem no universo, eu diria que, por ironia dos ateus, é uma evidência metafísica, que é a matemática. A mesma foi formulada sem nenhuma evidência empirica como a física e a química; partiu somente da mente humana supostamente evoluída mediante leis sem causa e sem ordem pra uma pre-determinação cega.
    hahahahah

    é irônico né? hahah

    Talvez tenha entendido que meu pessimismo não é só mais um pressuposto diante do otimismo. Hawking, acredito eu, leva em consideração essas coisas, e é por isso que muitos não levam a física a sério.

    E ainda acham que nós, os crentes, é que somos idiotas, e o pior, nos taxam de fundamentalistas os canalhas heheheh.

    Se é com Y ou i, besteira moss... no orkut foi a mesma ladainha heheheh.